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Pesquisa do IBGE aponta que causas externas reduzem expectativa de vida Rovani Freitas Mário Gabardo e Tiago Dall Agnol - apesar de viverem em diferentes classes sociais - tinham algo em comum. Os dois perderam abruptamente a vida de forma violenta. Mário, na época com 20 anos, foi morto a tiros em um caso até hoje não esclarecido. Tiago, aos 24 anos, voltava de uma festa com amigos quando capotou o carro que ele dirigia e morreu na hora. Casos como esses ilustram os resultados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta que a expectativa de vida dos brasileiros está diminuindo em razão das mortes violentas entre os jovens, em especial os homens. Os fatores externos, que incluem homicídios, acidentes de trânsito e suicídios são os principais responsáveis pela composição dos anos de vida perdidos na população entre 15 e 39 anos. Entre os homens, o indicador causou redução de 2,1 anos na expectativa de vida e, entre as mulheres, 0,3 ano. De acordo com o Instituto, os homens estão três vezes mais suscetíveis a morrer de forma violenta que as mulheres. Ao longo de duas décadas, as mortes por causas externas subiram de 9,4% para 12,7% - crescimento mais significativo entre os homens, de 12,9% para 18,3%, enquanto entre as mulheres variou de 4,5% a 4,9%.
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