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Betim : Vacinação contra gripe A começa em Betim
Enviado por Redação em 09/03/2010 22:30:00 (316 leituras)

As unidades de saúde de Betim já estão abastecidas com a vacina contra a gripe A. Cerca de 4.400 doses repassadas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na tarde da última sexta-feira (05-03) e na segunda (08-03) já passaram às mãos da equipe de vacinadores encarregados de imunizar os profissionais da linha de frente do combate à doença que, no ano passado, acometeu 45 pessoas e fez três vítimas fatais no município. Trata-se da primeira fase da campanha que vai até o dia 19 de março. A vacina registra uma efetividade média maior que 95%. A resposta máxima de anticorpos se observa entre o 14º e o 21º dia após a vacinação.




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Nesta primeira fase, somente profissionais dos serviços de saúde e indígenas serão imunizados. Os grupos prioritários foram definidos pelo Ministério da Saúde (MS), em parceria com sociedades científicas, Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB), Associação Brasileira de Enfermagem (ABEN), Conselhos de Secretários Estaduais (CONASS) e Municipais (CONASEMS) de Saúde e o Grupo Assessor do Programa Nacional de Imunizações.



Para receber a vacina, os trabalhadores não precisam se deslocar, pois a campanha está ocorrendo dentro das próprias unidades, no horário de funcionamento das mesmas. “O procedimento é simples e rápido. Por isso não interfere na rotina de atendimento das unidades, pois programamos a vacinação de forma organizada”, explica Edilene Stehling, responsável pela Imunização na Secretaria Municipal de Saúde de Betim.



Entre os profissionais que estão recebendo a vacina estão médicos, enfermeiros, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam na investigação epidemiológica. Todos os trabalhadores das unidades de pronto atendimento, das Unidades Básicas de Saúde e dos hospitais de referência públicos e privados serão vacinados.



“São pessoas que estão diretamente envolvidas no atendimento de pacientes com suspeita de gripe, que procuram os serviços de saúde por estarem sentido os principais sintomas da doença – febre, tosse, dor de cabeça, dores no corpo, nos olhos e nas articulações e falta de ar”, informa Edilene. Os indígenas que vivem em aldeias brasileiras serão vacinados pelos agentes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), como ocorre nas demais campanhas de vacinação do Ministério da Saúde.



Alcides Braz

Quarenta e quatro do total de funcionários da Unidade Básica de Saúde (UBS) Alcides Braz começaram a ser vacinados hoje (09-03). A enfermeira Cláudia Botelho explica que as 50 doses da vacina chegaram na unidade no final da tarde de segunda-feira (08-03) e que na manhã da terça-feira foi desencadeado o processo de vacinação dos funcionários.



“Pelo menos por agora não há como conter o vírus, por isso acho que o Ministério da Saúde optou por garantir o funcionamento e a sustentabilidade do serviço de saúde, vacinando primeiramente as pessoas envolvidas na resposta à pandemia”, esclarece, apontando o fato de que 206 países já foram atingidos pelo vírus, e que, por isso, não há controle sobre a doença no mundo.



Sexta funcionária a ser vacinada na unidade, a enfermeira Joseli Santos da Silva, 42, não esboçou sentimento de dor ao tomar a injeção contra a gripe. “Como a reação varia de pessoa pra pessoa, espero não ter qualquer efeito colateral, tipo mal-estar e dor pelo corpo”, disse. Segundo ela, a reação da vacina é semelhante aos sintomas da gripe comum.



A auxiliar de enfermagem Marieta da Silva Neta, 48, também vacinada na unidade, diz esperar que a pandemia seja controlada, sem os efeitos trágicos da primeira onda que ocorreu no ano passado. “Eu já sou vacinada contra tudo e essa é mais uma da coleção”, disse enquanto era imunizada.



Entre os grupos prioritários listados pelo Ministério da Saúde, a novidade é a inclusão das faixas etárias populacionais de 20 a 29 anos, e dos 30 a 39 anos. Cláudia Botelho esclarece que somente no Brasil está ocorrendo a vacinação dessa parcela da população brasileira. “Na primeira onda da gripe A, essas faixas etárias foram as mais afetadas pelo vírus, por isso essa precaução agora do Ministério da Saúde”, ressalta.



Cronograma específico

As unidades hospitalares e pré-hospitalares de Betim terão um cronograma específico de vacinação contra a gripe A. Hoje (09-03) as UAIs Alterosa, Guanabara, Sete de Setembro e Teresópolis recebem as equipes de vacinadores para imunizar os trabalhadores que participarão do enfrentamento da pandemia.



No Hospital Regional, a vacinação começa na quarta-feira (10-03). Na quinta-feira (11-03) os técnicos da Imunização da SMS de Betim treinarão profissionais do Hospital da Unimed para aplicarem as doses da vacina. No Hospital Orestes Diniz os profissionais serão vacinados na quinta e sexta-feira (dias 11 e 12-03). Na Maternidade Municipal, a campanha acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de março.


ETAPAS DE VACINAÇÃO

A população dos demais grupos prioritários deve ficar atenta para as datas das outras quatro etapas de vacinação. De 22 de março a 2 de abril, a vacina estará disponível para três grupos: grávidas em qualquer período de gestação, portadores de doenças crônicas e crianças de 6 meses a menos de 2 anos.


As gestantes que engravidarem depois desse período terão a vacina garantida nas fases posteriores. As crianças de 6 meses a menos de 2 anos vão receber uma dose de vacina dividida em duas vezes. A segunda meia dose será administrada 30 dias após a primeira.

Adultos de 20 a 29 anos, mesmo sem problemas de saúde, devem procurar os postos de vacinação de 5 a 23 de abril.


A etapa seguinte será dedicada à Campanha Nacional de Vacinação do Idoso, que chega à 12ª edição, entre 24 de abril e 7 de maio. Nesse período, todas as pessoas com mais de 60 anos de idade devem tomar a vacina contra a gripe comum, como acontece todos os anos. Aqueles idosos que são portadores de doenças crônicas vão receber, na mesma data, uma segunda dose de vacina, a da gripe pandêmica. Com essa estratégia, o idoso só precisará ir ao posto de vacinação uma vez.


A última fase ocorrerá de 10 a 21 de maio e é voltada para os adultos saudáveis de 30 a 39 anos.

CRONOGRAMA DE VACINAÇÃO DOS GRUPOS PRIORITÁRIOS

Grupos Prioritários
Data da vacinação

Trabalhadores da rede de atenção à saúde e profissionais envolvidos na resposta à pandemia
08/03 a 19/03

Indígenas

Gestantes

(mulheres que engravidarem após esta data poderão ser vacinadas nas demais etapas da campanha)
22/03 a 02/04

Doentes crônicos – veja lista abaixo (Idosos com doenças crônicas serão vacinados em data diferente, durante a campanha anual de vacinação contra a gripe sazonal.)
22/03 a 02/04

Crianças de seis meses a menores de dois anos
22/03 a 02/04

População de 20 a 29 anos
05/04 a 23/04

CAMPANHA NACIONAL DE VACINAÇÃO DO IDOSO

Pessoas com mais de 60 anos vacinam contra a gripe comum. Aqueles com doenças crônicas também serão vacinados contra a gripe pandêmica.
24/04 a 07/05


População de 30 a 39 anos
10/05 a 21/05

ALGUMAS DOENÇAS CRÔNICAS PARA VACINAÇÃO (os pacientes devem procurar a unidade de tomar a vacina para esclarecer dúvidas e receber orientações):

• Obesidade grau 3 - antiga obesidade mórbida (crianças; adolescentes e adultos);
• Doenças respiratórias crônicas desde a infância (exemplos: fibrose cística, displasia broncopulmonar);
• Asmáticos (formas graves);
• Doença pulmonar obstrutiva crônica e outras doenças crônicas com insuficiência respiratória;
• Doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (exemplo: distrofia neuromuscular);
• Imunodeprimidos (exemplos: pacientes em tratamento para aids e câncer ou portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico);
• Diabetes mellitus;
• Doença hepática (exemplos: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral);
• Doença renal (exemplo: insuficiência renal crônica, principalmente em pacientes com diálise);
• Doença hematológica (hemoglobinopatias);
• Pacientes menores de 18 anos com terapêutica contínua com salicilatos (exemplos: doença reumática auto-imune, doença de Kawasaki);
• Portadores da Síndrome Clínica de Insuficiência Cardíaca;
• Portadores de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica (exemplos: hipertensão arterial pulmonar, valvulopatias, cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular).





TIRE SUAS DÚVIDAS COM PERGUNTAS E RESPOSTAS:



1. O que é influenza A (H1N1)?

É uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus pandêmico (H1N1) 2009. Este novo subtipo do vírus da influenza, do mesmo modo que os demais, é transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio da tosse ou espirro e do contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.



2. Qual a diferença entre a gripe comum e a influenza pandêmica (H1N1) 2009?

Elas são causadas por diferentes subtipos do vírus influenza. Os sintomas são muito parecidos e se confundem: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Por isso, ao apresentar estes sintomas, seja pela gripe comum ou pela nova gripe, deve-se procurar uma unidade de saúde.



3. Esse vírus influenza pandêmico (H1N1) 2009 é mais violento e mata mais do que o vírus da gripe comum?

Até o momento, o comportamento da nova gripe se assemelha ao da gripe comum. Ou seja, o vírus pandêmico (H1N1) 2009 não se apresentou mais violento ou mortal, na população geral. A maioria absoluta das pessoas que adoece, seja pela gripe comum, seja pela gripe pandêmica, desenvolve formas leves da doença e se recuperam, mesmo sem uso de medicamentos. Para ambas as gripes pessoas com doenças crônicas, gestantes e crianças menores de dois anos são mais vulneráveis. Mas quando consideramos a população jovem previamente saudável, este vírus pandêmico tem um maior potencial de causar doença grave, quando comparado com o vírus da gripe comum. Por outro lado, o vírus pandêmico tem acometido menos as pessoas maiores de 60 anos. Mas ainda são necessários estudos mais aprofundados que estão sendo realizados, em todo o mundo, para esclarecer o comportamento do novo vírus.



4. Qual vacina será utilizada contra o vírus influenza pandêmica (H1N1) 2009?

O Ministério da Saúde adquiriu as doses de três laboratórios: Glaxo Smith Kline (GSK), SANOFI Pasteur (em parceria como Instituto Butantan) e Novartis. Esses laboratórios são fornecedores de vacinas para todos os países.



5. A vacina a ser utilizada no Brasil é segura?

A vacina a ser utilizada é segura e já está em uso em outros países. Não tem sido observada nesses países uma relação entre o uso da vacina e a ocorrência de eventos adversos graves.

Ressalte-se, entretanto, que a garantia da vacinação segura está relacionada, também: ao uso de seringas e agulhas apropriadas; à adoção de procedimentos seguros no manuseio, no preparo e na administração da vacina, conforme normas técnicas estabelecidas; à conservação da vacina na temperatura adequada, conforme preconizado; ao manejo e ao destino adequado dos resíduos da vacinação (seringas, agulhas etc.); e à qualidade da capacitação do pessoal envolvido, bem como da supervisão ao trabalho de vacinação.

Além disso, considera-se como fundamental o monitoramento de eventos adversos associados temporalmente à vacinação, identificando-os, notificando-os, investigando-os e confirmando a sua real vinculação à vacina contra a influenza pandêmica.



6. A vacina a ser utilizada no Brasil é efetiva?

A vacina registra uma efetividade média maior que 95%. A resposta máxima de anticorpos se observa entre o 14º e o 21º dia após a vacinação.



7. Qual a incidência de efeitos colaterais (eventos adversos) até agora?

A OMS estima que foram distribuídas cerca de 80 milhões de doses da vacina contra a influenza pandêmica e até o final de novembro foram vacinadas aproximadamente 65 milhões de pessoas. A grande maioria do que vem se apresentando se assemelha a vacina sazonal administrada em idosos, que são reações leves: dor local, febre baixa, dores musculares, que se resolvem em torno de 48 horas.



8. Na hipótese de o vírus persistir durante muitos anos, eu vou precisar me reimunizar?

Se não houver mutação do vírus, não será necessária a revacinação.



9. Se eu me vacinar com vacina contra a gripe sazonal, não corro perigo de pegar a gripe suína em seu estado atual, já que a vacina da gripe normal não garante que eu nunca mais adoeça?

Se o indivíduo se vacinar com a vacina sazonal e estiver dentro do grupo prioritário deverá também se vacinar contra a vacina pandêmica.



10. Quem teve a gripe pandêmica e teve confirmação laboratorial deve tomar a vacina?

a) Sim. Quando uma pessoa é infectada pelo vírus influenza A adquire imunidade para aquele subtipo específico de vírus que a infectou. Assim, quem já teve a gripe pandêmica comprovadamente (com diagnóstico laboratorial positivo) em princípio, está imune, embora haja registro de alguns casos que desenvolveram uma segunda infecção.

A duração da imunidade pode variar de pessoa para pessoa, mas, no caso desse vírus sofrer mutação um novo contágio poderá ocorrer.

b) Se a pessoa pertencer a um dos grupos prioritários deve ser vacinada, pois a maioria das pessoas que teve gripe nesse período não teve comprovação laboratorial.



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